FORJÃES PRESENTE NO LANÇAMENTO DE DOIS LIVROS COM PARTICIPAÇÃO DO FORJANENSE LUÍS COUTINHO DE ALMEIDA

No passado sábado, dia 25 de outubro, decorreu na vizinha freguesia de Aldreu o lançamento do livro “Soldados de Aldreu, por trincheiras, fortes e picadas, na 1.ª Guerra Mundial e na Guerra Colonial”, obra apresentada pelo Forjanense Luís Coutinho de Almeida, que tem sido, em termos regionais, um dos grandes impulsionadores do registo destas memórias e vivências.
A cerimónia, em que a Junta de Freguesia se fez representar pelo Secretário Sérgio Morgado, iniciou-se com uma homenagem aos Combatentes, junto ao cruzeiro da igreja, tendo prosseguido com a apresentação do livro, na antiga Escola, na estrada para a Sra. do Pilar.
No dia de ontem, 29 de outubro, a representação da Freguesia esteve a cargo do Presidente da Assembleia, Carlos Gomes de Sá, que participou na apresentação do Boletim Cultural de Esposende (BCE), acontecido na Biblioteca Municipal e onde Luís Coutinho de Almeida tem uma colaboração.
O BCE foi publicado pela primeira vez em 1982, sendo este último número a edição nº 3, da 3.ª série, com um total de 370 páginas, contendo, para além da Nota de Abertura, assinada pelo Presidente da Câmara, Eng Guilherme Emílio, dez contributos variados, numa organização que foi detalhada pela responsável da Biblioteca concelhia, Luísa Leite.
O seu texto, como foi explicado pelo próprio na sessão de apresentação, onde também aludiu ao livro lançado em Aldreu e acima referido, tem o título de “Forjães no roteiro do teatro popular”, distribui-se por 47 páginas, sendo, como refere o autor, uma “resumida história que tem mais de 170 anos, e à qual sucessivas gerações de forjanenses dedicaram toda a sua paixão e talento.”
Ainda de acordo com o mesmo, é “Um tributo aos membros do “Grupo Dramático” e do “Grupo Recreativo”: os “Rafaéis” (meu pai, meus tios, meus irmãos e meus primos), “Titós”, “Esteireiros”, “do Águeda”, “Carones”, “Maciéis”, “do Augusto”, “da Lopes”, “do Cantoneiro”, “Brochados”, “Porcenas”, “do Abreu”, “Azeredos”, “do Casado”, “de Curvos”, entre outros…passando pelo incontornável Dídimo Cunha, pelos marcantes “Clandestinos” do Clube Juvenil, até aos meus amigos e contemporâneos do “Grupo Teatral de Forjães” e dos renascidos “Bailes do Herodes” e pela “ACARF”.”
Ainda citando Luís Coutinho: “Para terem uma ideia da dimensão e do valor do nosso teatro amador dos anos 50, lembro que a peça “O Mártir do Gólgota”, esteve em cena durante mais de um ano! Com duas sessões semanais, ao sábado à noite e ao domingo à tarde!
Um legado que acompanhou as nossas vidas, na escola, na catequese, nas associações e que, atualmente, é abraçado com o mesmo espírito, dedicação e sucesso pelo grupo “Forjães em Cena”. “
Destacamos, ainda, a intervenção do Dr Penteado Neiva, que também fala na Caso do Povo de Forjães, ao discorrer sobre a “História do associativismo comercial e industrial no concelho de Esposende”, bem como José Felgueiras, que escreve sobre “Os esposendenses e a pesca do bacalhau”. Pela sua investigação ficamos a saber que, a propósito dos mareantes e tripulantes do concelho de Esposende que partiram para a faina do bacalhau, nos séculos XIX e XX, para a Terra Nova, constavam dois forjanenses: Domingos Lima de Faria e José Amadeu Miranda Fernandes. No caso, foi localizada a sua inscrição (matrícula), não havendo evidências do seu embarque efetivo.
A sessão foi encerrada pelo vereador da Cultura, Dr Rui Losa, num apontamento de despedida e reconhecimento das colaborações recebidas enquanto esteve ao serviço dos Munícipes.
Os dois livros agora apresentados podem ser consultados no Pólo da Biblioteca Municipal existente no Centro Cultural Escolas Rodrigues de Faria, sala Professora Maria Irene Faria do Valle.